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 PLACEBO... OU CURA PELA FÉ?

First, do no harm (Antes de mais nada, não cause danos).
Princípio da medicina, atribuído a Hipócrates

"A questão do placebo é um dos assuntos que mais fascinam e, ao mesmo tempo, mais causam controvérsias entre a classe científica. Com todo o conhecimento que a ciência hoje possui, o placebo ainda permanece um mistério e todo artigo sobre ele ainda é bastante incompleto. Seu bom ou mau uso pode significar uma vida, principalmente enquanto seus efeitos são pouco conhecidos a fundo e seu funcionamento, isto é, como realmente agem os placebos, ainda é alvo de muitas teorias, inclusive a abordagem psicológica. Para a classe científica, conhecer o placebo, suas possibilidades e seus efeitos é fundamental. E para um leigo, até que ponto é interessante saber que um remédio ao qual ele atribui sua cura não passava, por exemplo, de simples composição de amido com açúcar? Estas e outras questões são apresentadas aqui para reflexão, além da palavra de médicos que falam sobre o efeito placebo".

O Que é um Placebo

A palavra placebo vem do latim e foi cunhada da Bíblia cristã, após vários erros de tradução, diz o doutor Ben Z. Krentzman. A palavra apareceu em primeiro lugar no salmo 116 e foi adquirindo uma conotação científica nos dicionários ao longo do tempo.

Hoje, o placebo é em primeiro lugar definido como uma substância inerte ou inativa, a que se atribui certas propriedades (como as de cura de uma doença) e que, ingerida, pode produzir um efeito que suas propriedades não possuem. Muitas pessoas que ingerem, por exemplo, uma pílula contendo nada mais que amido com açúcar, ou um dos dois componentes, revelam melhoras de uma doença, imaginando ter tomado o remédio feito especialmente para essa doença.

Mas o placebo não existe apenas em forma de uma substância. Uma ‘cirurgia espiritual’, até que não se prove que ela genuinamente tenha acontecido, pode ser um placebo. A pessoa ‘operada’ sente o corte, sente a sutura e fica ‘curada’ do mal que a afligia sem passar por uma cirurgia convencional.

Uma terapia também faz às vezes de um placebo, onde às técnicas dessa terapia se atribui um tipo de cura e isso realmente acontece. As chamadas terapias alternativas, como os florais, os cristais, a radiestesia e muitas vezes a própria psicoterapia ainda são consideradas por uma grande parte da ala científica como um placebo, afirma Dr. Walter Brown, psiquiatra.

Mas o uso do placebo não está restrito à área científica ou à área das terapias alternativas. Nossas avós conheciam muito bem os seus efeitos, quando aplicavam suas ‘poções mágicas’, e até mesmo suas histórias na hora de dormir, e curavam as dores de seus filhos, um ensinamento popular que é passado de geração a geração, sem questionamentos.

Também nessa categoria se encontram as orações, que promovem os chamados milagres e a conhecida ‘cura pela fé’, pelo menos enquanto para esses milagres e curas não se encontre uma comprovação, agem como um placebo.

E por fim, os próprios remédios, mesmo sendo fabricados com uma fórmula teoricamente capaz de combater determinada doença, podem, por erro de fórmula não curar determinada doença, mas tomados para esse fim, podem ainda assim agir como um placebo.

Alguns efeitos do placebo estão discutidos na seção a seguir.

O Efeito Placebo

O efeito placebo é o resultado que se pode observar e mensurar, em uma pessoa ou em um grupo de pessoas, diante de um tratamento onde o placebo foi administrado, de acordo com Dr. Robert T. Carroll, que acrescenta: "Por que uma ‘fake’ (falsa, artificial) substância, cirurgia ou terapia faz efeito, isso ainda não é completamente explicado".

Alguns pesquisadores utilizam o procedimento chamado ‘duplo-cego’, em que normalmente existem dois grupos de pessoas, o grupo experimental e o grupo de controle. A um grupo, administra-se a droga ou o tratamento convencional. A outro grupo, aplica-se a droga ou o tratamento do tipo placebo. Dr. Carroll explica que, em um estudo duplo-cego, o pesquisador não sabe qual grupo recebeu a droga indicada para o tratamento e qual grupo recebeu o placebo. Ele só vai saber, diz o médico, quando tiver em mãos os resultados completos, para evitar que o avaliador incorra em distorções de observação e de mensuração durante o estudo.

A Teoria de Cura Mente-Corpo

A teoria de cura mente-corpo, criada por Milton Erickson, pai da hipnoterapia moderna, e divulgada pelo mundo pelos médicos que foram seus discípulos, reconhece a existência de uma estreita conexão entre a mente, o cérebro e o corpo. Dr. Ernest Lawrence Rossi, médico e psicoterapeuta ericksoniano, diz que a resposta placebo é uma pedra fundamental rejeitada na cura mente-corpo. Ele diz que as histórias de cura espontânea ou considerada ‘milagrosa’ são menosprezadas pela ciência, devido à nossa mente racional, como resultados não confiáveis. Em seu livro A Psicobiologia de Cura Mente-Corpo, Dr. Rossi diz que a premissa da ciência, neste caso, se aproxima de algo como "não é confiável, portanto não é real". Ele explica que, para uma parte da ciência, que tem uma abordagem tradicional, o efeito placebo é simplesmente um "fator aborrecido".

A teoria de cura mente-corpo pressupõe que exista uma rede de informações que passa do ambiente à mente do indivíduo, deste para o cérebro e em seguida ao corpo, através do que ele chama de "moléculas mensageiras". Em princípio, diz ele, a informação começa com os genes.

As pesquisas de Dr. Rossi incluem o funcionamento do sistema nervoso central de forma detalhada e também o funcionamento do sistema límbico-hipotalâmico. Na teoria ericksoniana, existe uma lista considerável de doenças que se pode curar conhecendo-se o mecanismo de comunicação psicofísico. Com lugar de destaque para o placebo nesta abordagem e também para os fatores que determinam o stress, Dr. Rossi cita alguns casos verídicos e curiosos, que correm os bastidores da comunidade científica e provocam polêmica até hoje. Dois deles estão a seguir.

Dois Casos Verídicos

Estes e outros casos, registrados por Dr. Rossi, mostram que a resposta placebo pode se manifestar em doença ou cura.

O primeiro caso é relatado por Dr. Rossi como um caso de "vida e morte vodu", ou como "o complexo de desistência no sistema nervoso autônomo", onde um médico da Fundação Rockfeller, a serviço em uma missão no Pacifico Ocidental, convivia com nativos convertidos e não convertidos. O caso envolveu o padre da missão, seu assistente de serviços gerais, um nativo chamado Rob e um feiticeiro de nome Nebo. Certo dia, o padre veio até o médico depois de constatar que o nativo Rob estava muito doente. O médico examinou o nativo e não encontrou sinais de febre, nem queixas de dores, nem sinais evidentes de doença, mas, ao mesmo tempo, ficou impressionado ao constatar que o nativo estava extremamente fraco e doente. Por meio do missionário, o médico soube que o feiticeiro Nebo havia apontado um osso para Rob e o nativo se convenceu que iria morrer. O médico e o missionário foram até Nebo e o intimaram a ver Rob, caso contrário seu suprimento de comida, fornecido pela missão, seria cortado. O feiticeiro foi com eles até o nativo e, lá chegando, aproximou-se de Rob dizendo que tudo havia sido uma brincadeira, um engano. O médico (cujo relatório na íntegra foi publicado no livro de Dr. Rossi e nos artigos do fisiologista Walter Cannon) ficou estupefato ante a metamorfose. De uma fase de pré-coma o nativo passou imediatamente a uma fase saudável, com total força física, e na mesma tarde estava perambulando pela missão.

Dr. Rossi relata, mostrando artigos de outros pesquisadores como Cannon e Engel, que a morte vodu, muito comum naquela região, é devida a uma exposição intensa e prolongada ao stress emocional e à crença dos nativos de que estavam sob o poder do médico feiticeiro. A causa ‘real’, na verdade, era um sistema nervoso simpático superativado. Em outro caso semelhante, um nativo veio a falecer diante de um agudo completo "desiste-retoma" e de um poderoso agente sugestionador, que acabou se revertendo em tempo no caso do nativo Rob.

O segundo caso, descrito ainda por Dr. Rossi em seu livro, é do Sr. Wright, o qual estava acometido de mal generalizado e avançado envolvendo os nodos linfáticos, linfossarcoma. O Sr. Wright desenvolveu uma resistência a todos os tratamentos paliativos conhecidos e sua anemia o impedia de esforços com raios-X ou tratamento quimioterápico. Massas tumorais do tamanho de uma laranja já existiam no pescoço, axilas, virilha, peito e abdômen. O baço e o fígado estavam enormes e o duto torácico obstruído. A impressão, diz Dr. Philip West que acompanhou pessoalmente o caso, é de que ele estava em estado terminal e não-tratável.

Contrariando isso tudo, o Sr. Wright se encontrava menos desesperançado que seus médicos e pediu para ser incluído em um grupo de pesquisa que iria testar uma nova droga, o Krebiozen (que depois se demonstrou ser uma preparação inócua e sem utilidade). Os médicos não o consideraram qualificado para o experimento, já que não contavam que seu câncer pudesse regredir, depois de tudo já ter sido tentado. Sua expectativa de vida era de duas semanas, não mais que isto. Mas o Sr. Wright havia lido nos jornais que a clínica estava pesquisando o Krebiozen e implorou para ser colocado entre os que iriam receber a droga.

Ele mostrou enorme entusiasmo ao chegar a droga e implorou tanto que, contra todas as regras, seu médico acabou concordando em incluí-lo.

Dr. West, então, permitiu que ele recebesse injeções da droga, sendo que a primeira foi numa sexta feira, quando o médico, segundo conta Dr. Rossi em seu livro, foi para casa imaginando que na segunda feira, com quase toda certeza, infelizmente encontraria o paciente já sem vida. Mas, para surpresa de Dr. West, o Sr. Wright estava à sua espera. Sem febre, nada abatido, andando normalmente. Nenhuma mudança para pior foi observada. As massas de tumor haviam desaparecido, mostrando uma regressão mais rápida que o médico pudesse até mesmo entender.

O Sr. Wright teve alta e foi para casa, quando saiu novamente nos jornais que o Krebiozen era inócuo. O homem teve uma recaída e retornou ao hospital. Desta vez, porém, foi o médico quem propôs que ele retomasse as injeções de Krebiozen, alegando que a droga surtia efeito e que o que saíra no jornal era referente a um lote da droga com validade ultrapassada. Dr. West fez isso porque sabia que seu paciente saíra do estado terminal para voltar para casa são, graças à esperança que ele depositava na nova droga, e sabia também que nada mais poderia ajudá-lo. Novamente, a doença do Sr. Wright regrediu, diante das injeções. A recuperação, segundo o médico, foi ainda mais intrigante, pois as massas tumorais se dissolveram, o fluido no peito se extinguiu e ele voltou a andar. O caso do Sr. Wright teve um final menos auspicioso que o do nativo Rob, pois ele acabou falecendo, semanas depois de ter novamente sido veiculado no jornal – que ele tomou conhecimento – de que o Krebiozen realmente não tinha função alguma.

No entanto, o caso se tornou clássico para o eterno dilema da resposta placebo até mesmo em doenças graves como o câncer. O que todos os médicos do Sr. Wright concordaram foi que seu poder de otimismo, de alguma forma, havia influído nas várias fases de "desiste-retoma", em que o paciente atribuiu ao placebo uma qualidade salvadora, daí seu tempo de vida ter sido pelo menos prolongado e com evidentes manifestações de cura.

Quando um Placebo é Benéfico

Um placebo pode ser especialmente benéfico quando algumas situações abaixo acontecem:

 1. O médico, por observação clínica, tem de início um pré-diagnóstico da possível doença do paciente mas não deseja administrar uma droga química, devido aos efeitos colaterais indesejáveis, e então aplica um ‘remédio’ que na verdade não tem a função de curar aquela doença. O paciente toma e, acreditando estar tomando um remédio poderoso, fica livre da doença ou pelo menos dos sintomas.

2. O paciente deseja sinceramente se ver livre de alguma doença ou problema físico e não só deposita esperança no remédio que está tomando, mas também permite que o remédio faça efeito.

3. O indivíduo, mesmo sabendo que está tomando um placebo, ainda assim deseja se livrar do desconforto físico e o próprio indivíduo, atribuem qualidades de cura ao ‘remédio’ e permite também que esse faça o efeito.

4. A simples ida ao médico, que compreende a presença do médico diante do paciente, o ritual da anamnese (coleta de dados) e da observação clínica, o toque da mão do médico na pessoa, a atenção, a roupa branca do médico, esse aparato, por si só, é passível de provocar o efeito placebo, quando o paciente manifesta melhoras, porque confia em seu médico, segundo Dr. Brown.

5. Um placebo pode ser benéfico nos casos em que, ingerido em lugar de uma droga química, não provoca os efeitos colaterais que a droga provocaria. Existem pacientes que são sensíveis ou alérgicos a certos medicamentos, e o placebo, como uma substância inerte, não provoca efeitos colaterais.

6. Principalmente, um placebo é benéfico quando promove a cura, a melhora ou o alívio da doença.

7. Segundo Dr. Brown e Dr. Rossi, existem casos comprovados de melhora nas questões do stress e em pessoas com úlceras gástricas, verrugas, artrites e outras deficiências relacionadas ao sistema imunológico.

Quando um Placebo Causa Danos

Existem riscos para o uso indiscriminado dos placebos, alerta Dr. Brown quando diz que seu uso acaba evocando também a questão da ética. Ele questiona que, por um lado, o médico não deve enganar o indivíduo, e, por outro lado, não pode furtar-se em aliviar suas dores. Aqui, alguns exemplos dos efeitos não benéficos do placebo:

1. Quando o paciente toma um placebo e sente melhora dos sintomas, mas na realidade a doença continua avançando e pode ser fatal.

2. Quando, diante de uma droga química comprovadamente eficaz para determinada, o médico opta por um placebo.

3. Alguns pacientes, relata o Dr. Brown, apresentam efeitos colaterais mesmo com um placebo. Ele não cita, porém, que efeitos seriam estes.

4. Na automedicação, quando um placebo é recomendado por um amigo ou comprado por conta própria na farmácia.

5. Quando a pessoa despende seu tempo, sua vida e suas economias com um tratamento tipo placebo que não é a melhor indicação para o seu caso.

6. Na visão de Dr. Brown, o placebo não funciona para doenças mais sérias como o câncer, para a qual seria mais indicado o tratamento tradicional.

A Expectativa de Cura

Dr. Ernest Rossi afirma que a expectativa positiva de cura por parte de um paciente é 50% do caminho para sua recuperação. Nesses casos, o organismo, entre outras coisas, libera endorfina, que promove o relaxamento do estado de ansiedade provocado pelo pânico de uma doença.

A expectativa de cura é hoje muito mais reconhecida pelos médicos como um dos fatores benéficos decisivos, muito mais que 30 anos atrás quando se deu o caso do Sr. Wright.

Se ela realmente tem um papel fundamental no desempenho dos sistemas simpático, parassimpático e nos outros sistemas do organismo, a expectativa de cura pode ser considerada como uma espécie de ‘certificado de garantia’ para o funcionamento do corpo, no entendimento do médico. De acordo com a teoria ericksoniana, o locus de cura está dentro do organismo do próprio indivíduo, bastando ver que algumas doenças, mesmo sem remédio, também se curam espontaneamente. Essa abordagem, ainda pouco conhecida na América Latina, utiliza vários recursos antes de desistir e entregar o paciente à própria sorte. E, em meio a esses recursos, a resposta placebo é uma delas.

Fonte: www.boasaude.uol.com.br



Escrito por Sebastião Monteiro às 12h39
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ENTRE MUITOS PRODUTOS PESQUISADOS O FINASTERIDA É UM DOS MAIS PROCURADOS PELOS CARECAS.

 

CONHEÇA O FINASTERIDA

FINASTERIDA

E' o principal fármaco sobre o qual se baseia a terapia para a calvície comum (Alopecia androgenética). Como funciona? Quais são os efeitos colaterais? Existem riscos reais para quem assume finasterida?

                                                  Nome comercial:    Propecia

                                                  Princípio ativo:        finasterida 1mg

                                                  Categoria:              inibidor da 5-alfa redutase

 

Resultados clínicos:                

crescimento moderado ou denso de cabelos em 48% dos pacientes após um ano de tratamento (7% placebo) e em 66% dos pacientes após 2 anos de tratamento (7% placebo).138 novos cabelos contados por polegadas após 2 anos de tratamento.

 

Resultados observados:         

Como resultados clínicos. Os resultados melhoram com o uso combinado de minoxidil a 2% ou 5% e outros coadjuvantes tópicos e orais

 

Efeitos colaterais:                   

Leve diminuição do desejo sexual, diminuição do esperma ejaculado em menos de 2% dos casos.

Custo:                                      

Euros 53,00 por um mês de tratamento, 28 compressas de 1 mg

Disponibilidade:                      

Em farmácia, prescrição médica necessária

Finasterida 1 mg (Propecia)
O uso de 1 mg de finasterida em doses diárias é hoje a terapia mais famosa a nível mundial para o tratamento da calvície comum; sendo finasterida a primeira substância registrada no mundo para a terapia contra a alopecia androgenética.
A administração oral de finasterida, un 4-azasteróide, inibe a enzima
5-alfa redutase que, não podendo se unir à testosterona ,presente nos folículos pilosos,termina por impedir a formação de DHT(dihidrotestosterona), nocivo para os bulbos pilosos e para o cabelo.
A FDA norte-americana (Food and Drug Administration) aprovou o uso de 1 mg diário de finasterida para o tratamento da calvície androgenética. Dosagens inferiores resultaram com freqüência ineficazes; enquanto dosagens superiores podem ser nocivas ao organismo causando um hiperandrogenismo, devido à não-conversão da testosterona em 
DHT.
Sendo um fármaco muito seguro e com um percentual muito baixo de efeitos colaterais, os quais são imediatamente reversíveis com a suspensão da terapia; se pode afirmar que a ingestão de finasterida, de acordo com a prescrição médica, é absolutamente tranquila. Um comprimido individual de Propecia (este é o nome comercial com o qual o fármaco é vendido na dose de 1mg para a terapia contra a calvície) é em grau de reduzir a taxa de DHT no sangue de 80% por um período de aproximadamente 6 horas.
Além do mais, a absorção por parte do organismo não sofre influência da alimentação, de modo que finasterida pode ser ingerida tanto antes quanto após as refeições e, até mesmo, de estômago vazio.

Como funciona?
A finasterida age principalmente contra o tipo 2 da enzima 5-alfa redutase, que é, pois, o tipo responsável por cerca de 2/3 do DHT em circulação no sangue, sendo também o tipo de enzima presente nos folículos pilosos. Estudos científicos demostraram que finasterida freiou a queda e incrementou a "conta" dos cabelos de 83% dos indivíduos que compunham uma amostra de 1800 homens, de faixa etária  compreendida entre 18-41 anos.

Quais efeitos colaterais podem ser causados pela administração oral de finasterida?
os efeitos colaterais evidenciados com o uso de finasterida podem ser catalogados como muito raros. Se comprovou que cerca de 4%  dos usuários, apresentaram uma leve diminuição do desejo sexual (queda da libido) e uma pequena redução do volume espermático. Finasterida em consequência, NÃO causa impotência! De qualquer maneira, não obstante a raridade de casos; qualquer efeito colateral que, porventura, venha a se apresentar, será totalmente reversível quando da suspensão do medicamento, sendo restabelecidos os valores presentes anteriormente à administração de finasterida. Além do mais, para eventuais casos de diminuição da libido, faz-se mister recordar que se pode em concomitância com finasterida, ingerir Arginina que contrastaria a diminuição do desejo sexual ao mesmo tempo que forneceria ao organismo nitróxido, um elemento muito válido ao crescimento capilar.
Em alguns casos, se verificou, ao invés, um aumento da libido, dada a inibição da 5-alfa redutase, evitando a transformação da testosterona em DHT, aumentando assim a taxa desta, no sangue, em cerca de 10%.

Finasterida  NÃO DEVE ser, de nenhuma forma, usada por mulheres em idade fértil ou em processo de gestação, visto que influenziaria negativamente o processo de desenvolvimento dos órgãos genitais em um feto masculino; ao invés, finasterida pode ser ingerida com tranquilidade por mulheres após a menopausa, ainda que, aparentemente,  não existam benefícios especias  (recordemos que a calvície androgenética feminina é muito rara).
Outros estudos científicos parecem ter colocado em evidência a ineficácia do uso tópico de finasterida; mesmo os leves resultados apresentados por alguns pacientes, se deveriam à absorção sistêmica do princípio ativo por parte do organismo; este fato explica o porquê de finasterida não existir em forma de loção tópica; mas, somente na forma de comprimido para uso oral. Diferentemente do minoxidil, cujos resultados tendem a estabilizar-se somente após um período de cerca de 2 anos; se verificou nos pacientes que respondem positivamente ao uso de finasterida como esta possa influenciar cada novo ciclo de vida dos cabelos por tempo indeterminato. Salienta-se, no entanto, que os melhores resultados se verificam com uma terapia mista e combinada de diversos agentes de tratamento, que combatem à calvície segundo várias angulações  terapêuticas.
Alguns estudiosos fazem referimento ao fato de que para evitar que o organismo possa habituar-se à ação de finasterida, tornando-a inócua à terapia capilar,se aconselharia uma alteração do horário de administração na jornada, após um período de cerca 3-4 meses; de qualquer maneira, as opiniões relativas a este referimento são, até o presente momento, discordantes no seio da comunidade científica.

Proscar (comprimidos de 5 mg partidos)
Como alternativa à Propecia, igualmente conhecido e amplamente em uso mesmo antes da comercialização desta, é o Proscar.
Proscar é um fármaco para o tratamento da hipertrofia prostática, cujos comprimidos são constituídos por 5 mg de finasterida, ou seja,  por uma dosagem 5 vezes superior à um comprimido de Propecia; a diferença básica é o preço, visto que Proscar custa muito menos que Propecia.
Quem utiliza Proscar para o tratamento da calvície androgenética, deve partir cada comprimido em  4 ou 5 partes equivalentes, as quais devem ser ingeridas individualmente na medida de aproximadamente 1 mg por dia.
Ainda para quem deseja fazer uso de Proscar (mais econômico; mas, também menos prático), estão disponíveis nas fármacias invólucros de gelatina próprios para conservar os pedaços de Proscar. Nas mesmas farmácias, se pode encontrar também um instrumento feito especialmente para dividir os comprimidos em vários pedaços.
Uma outra dificuldade encontrada por quem decide fazer uso de Proscar, ao invés de Propecia, diz repeito à receita médica, indispensável para a aquisição do fármaco. Como o tratamento da calvície não consta entre as indicações terapeuticas de Proscar, pode ocorrer que dermatologistas ou outros médicos menos avisados possam se recusar a prescrever Proscar como medicação anticalvície.


Propecia ou finasterida preparada na farmácia?
Ainda que muito se tenha falado e especulado sobre este argumento, se pode com absoluta certeza afirmar que uma cápsula de finasterida preparada em farmácia de manipulação é totalmente idêntica a um comprimido de Propecia.*
No entanto, durante o ano em curso, a casa farmacêutica titular da patente de finasterida (o princípio ativo presente em Propecia, Proscar, Finastid, etc..) proibiu tanto a importação quanto a comercialização por parte das farmácias da substância a ser utilizada no preparo da finasterida galênica.
No momento, è muito difícil encontrar farmácias que preparem a finasteride galênica  visto que as reservas da substância básica usada no seu preparo estão escasseando.
Assim sendo, não cabe outra alternativa aos usuários que se adaptarem à atual situação.

O tratamento
O tratamento prever a administração de 1 comprimido de 1 mg por dia (ou como alternativa 1/4 de Proscar) por um período não inferior a 6-12 meses.
Como para qualquer outro fármaco anti-calvície, com a suspensão do tratamento a queda do cabelo retorna inexoravelmente.

Modalidade de administração
O comprimido de finasterida pode ser ingerido em qualquer horário da jornada, sem a necessidade de ser administrado em concomitância com as refeições.
Tratando-se de um fármaco que requer prescrição médica, a administração oral do mesmo, deveria ocorrer somente mediante controle médico.

Como adquirir este produto?
Propecia é vendida exclusivamente em farmácias, mediante a apresentação de receita médica a ser renovada à cada nova solicitação.

 Fonte: www.brasil.calvice.net

 

 



Escrito por Sebastião Monteiro às 12h28
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CALVICE.

UM ASSUNTO POLÊMICO

MUITAS INFORMAÇÕES DISTORCIDAS A RESPEITO DA CALVICE, LEVAM OS CARECAS À PROCURA DE UMA FÓRMULA MÁGICA PARA O RENASCIMENTO DOS CABELOS PERDIDOS E TERMINAM SENDO ENGANADOS POR PROVEITADORES QUE LHES VENDEM ILUSÕES.

HOJE A MEDICINA JÁ AVANÇOU MUITO NESSE ASPECTO, E COMO O ASSUNTO TAMBÉM ME INTERESSA, VAMOS CONVERSAR.

        GOSTARIA QUE OS LEITORES COMENTASSEM E ENVIASSEM ALGUMAS SUGESTÕES.  

O CABELO

 

Biologia do cabelo

Comumente se acredita que os cabelos sejam uma parte muito simples do nosso corpo e, como tal, os problemas a estes ligados deveriam ser de fácil solução. Na verdade, o cabelo representa só a expressão externa de um órgão verdadeiramente complexo, qual seja o folículo piloso. Para aprender a resolver os diversos problemas que podem atingir os nossos cabelos, é mister saber o que é um cabelo, por quais elementos é formado, como nasce, como morre e como se regenera a cada ciclo vital.

 

No cabelo normalmente desenvolvido se distinguem três partes:

1) uma externa ao folículo piloso e como tal visível, chamada HASTE (espessura média no adulto 65-78 mícron);
2) uma interna ao próprio folículo, entre o óstio deste e a junção inferior do músculo eretor do pêlo, chamada RAIZ, "imersa", por conseguinte, na cútis e como tal, normalmente não-visível;
3) uma ainda mais profunda, alojada na porção inferior da parte mais interna do folículo, conhecida como BULBO, que contem na parte inferior duas a três filas de células sobrepostas de rápida reprodução que constituem a MATRIZ (originadas, como vimos anteriormente, da bainha epitelial externa do folículo piloso).

O cabelo é composto pela haste, expressão externa, e pela raiz (localizada internamente, na cútis) além da matriz, situada ainda mais profundamente,constituída pelas células germinativas do cabelo. 

                                 

Calvície comum
A Calvície comum é a forma mais difundida de calvície. Atinge tanto a homens quanto a mulheres e as suas causas estão ligadas principalmente a fatores hormonais e genéticos. Hoje, as descobertas ,no campo da calvície, nos permitem obter resultados cada vez mais convincentes; mesmo sabendo que existe ainda muita coisa por descobrir e por resolver...

Calvície comum: "Tantos nomes, um só inimigo"

Nomenclatura:
O termo "alopecia androgenética" é popular no mundo médico e científico e indica a natureza hormonal da calvície, mas, não indica o gênero específico desta "patologia" (masculino ou feminino).

O uso da terminologia "calvície modelo..." seguida pela palavra "masculino" ou "feminino" está, pois, se tornando sempre mais popular e utilizado para identificar sempre uma calvície de origim genética.

De qualquer modo, a palavra "Androgenética" é composta de dois termos que identificam a dupla natureza "andrógena" (isto é, ligada à ação de específicos hormônios andrógenos) e "genética" (ou seja, de caráter hereditário e ligado a alguns gens presentes no nosso DNA) que configuram este tipo de calvície.

Já a terminologia  "calvície comum", se deve, basicamente, ao fato de ser esta, a forma mais frequente de calvície encontrada (exitem outras tipos de alopecia como a alopecia areata, alopecia de tração,etc). No entanto, muitos outros são os nomes usados para caracterizar esta patologia. Eis abaixo, alguns destes termos e suas abreviações usuais: 

      -  Alopecia Androgenética (AA em italiano, AGA em inglês);
      -  Alopecia Androgênica (AA em italiano, AGA em inglês);
      -  Alopecia Androcronogenética (AA em italiano, AGA em inglês);
      -  Calvície Modelo Masculino (em inglês "Male pattern baldness", MPB, com referimento às escalas de classificação Hamilton ou Norwood);
      -  Calvície Modelo Feminino (em inglês "Female pattern baldness", FPB, com referimento à escala de classificação Ludwig);
      -  Alopecia Modelo Masculino ( em inglês MPA)
      -  Alopecia  Modelo Feminino ( em inglês FPA)
      -  Alopecia Seborréica (definição rara)

São, ainda, usadas outras definições para definir a calvície que não citaremos aqui, por serem as mesmas imprecisas quanto à nomenclatura.

Fonte: www.brasil.calvice.net

 



Escrito por Sebastião Monteiro às 12h13
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